quinta-feira, 3 de abril de 2014

CURSO DE LIBRAS EM SIQUEIRA CAMPOS

Lançado curso de Libras por secretária

Duração de 120 horas-aula
Lançado curso de Libras por secretaria em Siqueira Campos
  • Lançado curso de Libras por secretaria em Siqueira Campos
Buscando inovar e dar oportunidade de atualização e qualificação, o departamento de Educação de Siqueira Campos, lançou recentemente um curso de Libras que é a Língua Brasileira de Sinais.De acordo com a lei 10.436 de 24 de abril de 2002, Libras é reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil.

O curso foi aberto para toda comunidade e conta com a participação de 130 pessoas entre professores, estudantes e familiares de pessoas com deficiência auditiva. Os participantes foram distribuídos em quatro turmas que terão uma aula por semana. Este curso foi criado a partir de uma demanda levantada pelos próprios professores para que se possa dar um atendimento especializado aos alunos com deficiência, uma vez que o município tem turma especializada, além de alunos inclusos e este curso proporciona ao profissional a qualificação e o conhecimento de técnicas que vão facilitar a interação e a comunicação entre os alunos com deficiência, os professores e também com os demais alunos, buscando o melhor aproveitamento do conteúdo. O curso contará com a participação do jovem Erfem Rugres, deficiente auditivo que domina a comunicação através de libras. 
As aulas começam neste mês, com duração de 120 horas-aula, incluindo atividades em sala e extra classe. No conteúdo da formação, serão aplicados conhecimentos sobre as estruturas gramaticais, o vocabulário inicial e a cultura surda sinalizada. No ano passado o município já teve uma experiência positiva com o curso de libras quando a escola Ana Montanha Cézar ministrou este aprendizado para quarenta pessoas e devido ao sucesso e a procura por novas turmas a ideia foi levada por parte da direção da escola a Diretora Municipal de Educação Cristina Ortiz e o prefeito Fabiano Lopes Bueno que entenderam a importância e viabilizaram a  criação do curso para todo o município. O prefeito tem na educação uma das prioridades de sua administração e não mede esforços para buscar investimentos e qualificação visando melhorar cada vez mais o aprendizado dos alunos. 
Libras é uma língua de modalidade visual-gestual, não estabelecida através do canal oral, mas através da visão e da utilização do espaço. A utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é um meio de garantir a preservação da identidade surda, bem como contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, ao ser popularizada a linguagem de sinais, garante-se ao surdo a possibilidade de reconhecimento e legitimação desta forma de comunicação, desprezando qualquer forma de padronização, de comportamento ou tentativa de normalização do sujeito surdo. A aula inaugural contou com a participação da primeira dama do município Luciane da Luz Bueno que representou o prefeito "Bi"".

GRANDE CONQUISTA

Primeiros engenheiros surdos do 


Centro-Oeste formam em Divinópolis


Eles contam como foi estudar com não surdos e conquistar graduação.

Marina AlvesDo G1 Centro-Oeste de Minas

alunos surdos engenharia de produção Divinópolis MG (Foto: Sagae Formaturas Paraná/Arquivo pessoal)Irmãos passaram por toda a graduação juntos
(Foto: Sagae Formaturas Paraná/Arquivo pessoal)
Concluir uma graduação é uma conquista para muitos jovens por todo o país. Mas para dois alunos de Engenharia de Produção em Divinópolis, essa vitória é ainda maior. Mariana de Oliveira Ferreira, de 25 anos, e Felipe de Oliveira Ferreira, de 27, são irmãos e decidiram vivenciar juntos também os cinco anos da graduação. Além disso eles estão fazendo história como os primeiros estudantes com deficiência auditiva a se formarem como engenheiros de produção no Centro-Oeste de Minas, segundo um levantamento da Fundação Educacional de Divinópolis da Universidade do Estado de Minas Gerais (Funedi/Uemg), instituição onde eles formaram.
Assim como a maioria dos adolescentes, foi no ensino médio que Mariana decidiu qual seria a profissão após ficar em dúvida quanto a outras graduações. "Pensei em administração, contabilidade, matemática e design de moda. Por fim optei por Engenharia de Produção", recordou. Felipe, ao contrário da irmã, estava decidido quanto ao curso que escolheria. "Não pensei em escolher outro. Até pensei em fazer ciências da computação, mas no final eu queria mesmo era engenharia", afirmou.
Segundo a professora e coordenadora do curso, Vânia dos Santos Ventura, foi preciso que a instituição se preparasse para receber os irmãos. "Como em toda mudança, também foram enfrentadas algumas dificuldades, todos tiveram que aprender juntos. Houve capacitação dos funcionários e a presença de uma intérprete. Mas acima de tudo, aprendemos e ainda estamos aprendendo muito com eles", informou.Segundo a irmã, o apoio da família foi primordial na decisão de cursar o ensino superior. "Na minha família muitos têm curso superior e sempre nos direcionaram nos estudos. Meus pais sempre investiram na nossa educação, pensando em um futuro melhor e na roda dos primos sempre falávamos sobre vestibular e faculdade", contou Mariana.
Mas para os irmãos, que já haviam estudado em escolas com outros alunos que não eram surdos, essa adaptação transcorreu tranquilamente. "Algumas dificuldades sempre enfrentei, pois tudo é um aprendizado, mas todo o processo foi tranquilo. Eu conversava e aprendia normalmente com eles e todos muito curiosos para aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras)", contou Felipe.
alunos surdos turma engenharia de produção Divinópolis MG (Foto: Felipe de Oliveira Ferreira/Arquivo pessoal)Mariana, Felipe e os colegas de curso visitaram usina de Itaipu.
(Foto: Felipe de Oliveira Ferreira/Arquivo pessoal)
Uma das responsáveis por essa adaptação de Mariana e Felipe com a turma foi a intérprete Graciele Kerlen Pereira Maia, que acompanhou os irmãos desde o ensino fundamental até a graduação. "São 12 anos juntos. A história dos dois é exemplo de superação, de sonho conquistado, luta com vitória. Por isso fazem história como os primeiros surdos formados nesse curso no Centro-Oeste de Minas e se tornam grandes exemplos para o reconhecimento dos surdos na sociedade", disse a intérprete com orgulho.
Ainda segundo a Graciele, os irmãos nunca foram tratados de forma diferente aos demais colegas. "Disciplinas, estágios, apresentações de trabalho, visitas técnicas foram fornecidos assim como foram oferecidos aos outros alunos. E tiveram facilidades e dificuldades assim como qualquer outro aluno", garantiu.
A determinação dos dois logo chamou a atenção da turma, que teve a oportunidade de aprender com os novos colegas. "Foi uma questão de tempo para os colegas e professores que não conheciam bem a cultura deles, conhecerem o nosso meio de comunicação. Mas no final as aulas transcorrem normalmente", afirmou Mariana.
intérprete alunos surdos engenharia de produção Divinópolis MG (Foto: Sagae Formaturas Paraná/Arquivo pessoal)Graciele acompanhou irmãos por toda graduação
(Foto: Sagae Formaturas Paraná/Arquivo pessoal)
Assim, cada período passado era uma vitória para a dupla que estava acostumada a encarar os desafios desde pequenos. "Esta etapa com meu irmão foi como as outras. Estudamos juntos, conversas sobre as matérias. Sempre tivemos esse companheirismo, como acontece com irmãos. Às vezes até mesmo com algumas discussões", brincou Mariana. Sentimento compartilhado pelo irmão. "Desde pequeno estudamos juntos e foi muito bom estudar com ela na faculdade", acrescentou Felipe.
Não foi só a presença na vida um do outro que fez a diferença. Para Vânia, a presença dos dois alunos com deficiência auditiva foi enriquecedora para a instituição e acrescentou uma nova visão ao curso. "Criamos sinais para os termos da engenharia de produção, empresas se adaptaram para receber os dois como estagiários, professores adequaram suas aulas trazendo materiais visuais. A principal mudança foi a conquista do respeito pelo sujeito surdo e a certeza de que hoje nós estamos mais preparados para recebermos alunos como os dois", argumentou a coordenadora.

Cinco anos depois de iniciar a graduação, chegou a hora da formatura e a responsabilidade de se tornar um engenheiro de produção. Uma etapa que os irmãos se dizem preparados para encarar. "Essa formatura é um momento muito importante na minha vida. Repleta de desafios, ensinamentos, dedicação, luta, estudo, momentos de dificuldades, alegrias. É um crescimento de uma vida pessoal e acadêmico", disse Mariana.
Também de novos desafios no mercado de trabalho. Felipe disse estar preparado para estudar as propostas que apareceram, assim como Mariana. "Ainda não recebi propostas para trabalhar após a formatura, mas fui contratada por uma empresa como jovem aprendiz. Acredito que posso ser contratada na minha profissão com concursos", disse a jovem.
Para que consigam se firmar no mercado, os irmãos contarão com a torcida não só da família, mas também de quem os acompanhou de perto ao longo da graduação. "Desejo a eles muito sucesso. Tudo que eles passaram é pela a concretização de um grande sonho, uma prova de como cresceram com toda essa trajetória. Seja qual for o caminho que eles trilharem, confio que conquistarão ainda mais vitórias. Jamais me esquecerei deles, porque eu os amo", declarou a intérprete Graciele.
A Noite de Homenagens, evento simbólico de encerramento do curso, da turma de Engenharia de Produção será nesta segunda-feira (27), às 20h, no Yellow Hall em Divinópolis

SERVIDORES CURSAM LIBRAS ..

Curso capacita profissionais a orientar famílias de deficientes auditivos.

Do G1 Centro-Oeste de Minas
libras arcos inclusão (Foto: Prefeitura de Arcos/Divulgação)Mais de dez participam do curso na cidade(Foto: Prefeitura de Arcos/Divulgação)
Profissionais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Integração Social (Semdis) de Arcos estão tendo aulas de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). O curso tem duração de 80 horas e é ministrado por uma psicóloga especialista em deficiência de áudio comunicação e por um pedagogo e instrutor de Libras.
Depois da capacitação, os 15 profissionais vão trabalhar na própria Semdis, que realiza atendimento à população em situação de vulnerabilidade social orientando pessoas com deficiência auditiva e os familiares delas.
“As atividades irão proporcionar uma nova forma de leitura para que os envolvidos tenham condições de se comunicar e orientar com as pessoas com deficiência auditiva e seus familiares”, afirmou a secretária de Desenvolvimento e Integração Social, Paula Araújo.
http://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2014/04/servidores-de-arcos-fazem-curso-de-libras-para-atender-populacao.html

MÃO MECÂNICA E A LIBRAS

Jovem brasileiro cria mão mecânica 

que reproduz sinais de LIBRAS

A vida dos deficientes brasileiros não é nada fácil. É realmente difícil encontrar escolas públicas capazes de atender um aluno surdo de maneira eficiente, por exemplo – e não são todos os pais que têm o cuidado de matricular seus filhos em um colégio especial, dotado de professores qualificados para lidar com esse tipo de obstáculo na aprendizagem.




Foi pensando nisto que o carioca Tito Leal, estudante de mecatrônica na Escola Técnica Rezende-Rammel, se juntou aos seus amigos para desenvolver uma mão mecânica capaz de reproduzir os símbolos utilizados pela Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). De acordo com o jovem, a ideia do projeto é auxiliar professores a instruir alunos especiais de uma maneira muito mais simples e envolvente, utilizando para isto um equipamento bastante acessível.

A mão mecânica se conecta a um computador e basta usar um software especial para fazer o membro artificial reproduzir as letras do português em LIBRAS. O aparelho é feito com placas de polipropileno, mesmo material usado em tábuas de corte de carne. Os movimentos da mão, por sua vez, são realizados por dedos feitos de correntes de bicicleta e são acionados por cabos de aço e de servomotores.

Tito afirma que sempre teve interesse nas áreas de robótica e automação mecânica. “Eu e meu grupo procurávamos algo dentro da mecatrônica que resolvesse um problema de grande relevância social. E quando decidimos o que fazer, recebemos todo o apoio necessário do nosso orientador”, afirma o jovem. “Conseguimos reproduzir seis sinais em LIBRAS com perfeição. Ainda não tivemos a oportunidade de testar em crianças com deficiência em alfabetização, mas o projeto foi muito bem recebido por quem entende a linguagem de sinais. Futuramente, o protótipo poderá ser implantado em feiras, shoppings e lojas, o que facilitará a vida dos surdos e mudos, que poderão se comunicar melhor com o mundo”, finaliza.

http://portalinclusao.com/noticia/19-02-2014+jovem-brasileiro-cria-mao-mecanica-que-reproduz-sinais-de-libras