terça-feira, 29 de maio de 2012

SURDOS x ESPORTE


As comunidades surdas do Brasil

Há pessoas surdas em todos os estados brasileiros e muitas dessas pessoas vêm se organizando e formando associações, pelo país, que são as comunidades surdas brasileiras. Como o Brasil é muito grande e diversificado, essas comunidades se diferenciam regionalmente em relação a hábito alimentar, vestuário e situação sócio-econômica, entre outros. Esses fatores geram também variações linguísticas regionais.
As comunidade urbanas Surdas no Brasil tem como como fatores principais de integração a Libras, os esportes e interações sociais, por isso elas tem uma organização hierárquica constituída por: uma Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS); seis Federações Desportivas e aproximadamente 113 associações/clubes/sociedades/congregações, em várias capitais e cidades do interior, segundo dados de diretoria da Feneis.
A CBDS, fundada em 1984, tem como proposta o desenvolvimento esportivo dos surdos do Brasil, por isso promove campeonatos masculino e feminino em várias modalidades de esporte em nível nacional. Seus representantes são escolhidos, através de voto secreto, pelos representantes das Federações. Recentemente esta Confederação filiou-se a Confederação Internacional e os surdos brasileiros tem participado de campeonatos esportivos internacionais.
As Associações de surdos, como todas as associações, possuem estatutos que estabelecem os ciclos de eleições, quando os associados se articulam em chapas para poderem concorrer a uma gestão de dois anos geralmente.
Participam também dessas comunidades, pessoas ouvintes que fazem trabalhos de assistência social ou religiosa, ou são intérpretes, ou são familiares, pais de surdos ou cônjugues, ou ainda amigos e professores que participam ativamente em questões políticas e educacionais e por isso estão sempre nas comunidades, tornando-se membros. Os ouvintes que são filhos de surdos, muitas vezes, participam dessas comunidades desde de criancinhas o que proporciona o domínio da Libras, como de primeira língua. Estas pessoas muitas vezes se tornam intérpretes: primeiro para os próprios pais depois para a comunidade.

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