sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

ANIMAIS EM LIBRAS


A criança com surdez desde pequena precisa estar em contato com a L1 - a Libras, necessita também  ter acesso  ao maior número possível de elementos visuais, plásticos e sêmicos para as suas construções cognitivas. Assim, além de conhecer a língua, esta deve ser propiciada de cordo com a  idade da criança, com metodologias diferentes para cada faixa etária. Se a criança é pequena, as atividades devem ser  voltadas ao  lúdico, com mais apelo visual. Esta atividade aqui propostas  é um exemplo bem claro , nela há a demonstração dos  animais(ilustrados)  fazendo os sinais correspondentes.












http://marciaserante.blogspot.com.br/2011/05/animais-em-libras.html

CRIANÇAS DÃO SHOW DE SUPERAÇÃO



Muitas vezes nos deparamos com situações difíceis em nossas vidas, procuramos saídas , muitas vezes nos abatemos e  pensamos: Não sou capaz de fazer! Ou Não tenho mais forças para resolver! Então amigos o que você me diria se te contasse que uma criança de dois anos é capaz de andar de bengala, ou que um menino de nove anos  tomou a decisão da amputação da própria perna, ou até mesmo que uma menina anda com o auxilio de uma bola. Surpreendeu-se? Ou achou difícil isto acontecer? Então leia com atenção os relatos abaixo e acredite: SOMOS CAPAZES DE TUDO!

GAROTO CEGO DE 2 ANOS JÁ USA BENGALA
Oscar Hughes é a pessoa mais jovem no mundo a usar uma bengala e sofre preconceito enquanto caminha pelas ruas
Ao olhar o menino Oscar Hughes, 2 anos, andando com sua bengala branca, as pessoas acreditam que aquilo é apenas um brinquedo e logo perdem a paciência com o garoto.
Mas Oscar sofre de uma doença genética rara que o deixou cego logo após o nascimento.
Agora, os pais Kate Hughes e Anthony O’Sullivan querem alertar a população da cidade de Manchester, na Inglaterra, para a doença de seu filho. “Oscar usou a bengala a partir do momento que foi capaz de andar. Muitas vezes, ele caminha em outras direções para sentir o cheiro do pão ou o aroma de limpeza de alguns lugares”, contou Kate ao jornal inglês Daily Mail.
Por não perceberem que Oscar é cego, as pessoas começam a perder a paciência com o seu andar mais lento. “Ele nunca foi derrubado, mas as pessoas são tão insensíveis e se irritam facilmente porque Oscar anda devagar e impede a passagem”, completa Kate.
Para o casal, isso acontece porque as pessoas não têm informação sobre a cegueira infantil e ao ver uma criança tão pequena, não acreditam que ela possa ser cega.
Agora, Oscar faz parte de uma campanha para arrecadar 50 mil libras para a Sociedade de Pessoas Cegas Henshaws, uma instituição que ajuda pessoas cegas e com deficiência visual a desenvolver as habilidades necessárias para levar uma vida normal.
A instituição colocou a família Hughes em contato com outro casal, cujo filho mais velho sofre da mesma doença de Oscar. “Através desse contato, pude comprovar que meu filho pode ter uma vida normal, apesar da deficiência”, fala Kate.
Oscar, segundo o jornal Daily Mail, é a pessoa mais jovem no mundo a aprender a usar uma bengala e suas conquistas não vão parar por aí.

MENINO SEM PERNAS DÁ EXEMPLO DE SUPERAÇÃO AO DISPUTAR VÁRIOS ESPORTES 

O menino americano Cody McCasland, de 9 anos, vem ganhando fama como exemplo de superação ao competir em várias modalidades esportivas apesar de não ter as duas pernas.
Cody teve os membros amputados ainda bebê, por causa de uma condição congênita chamada agenesia sacrococcígea, que provoca má-formação.
Desde então, acumulou uma coleção de mais de 20 próteses, com as quais aprendeu a andar e competir.
Nascido em um parto prematuro de emergência em outubro de 2001, o menino enfrentou meses de internações e 15 cirurgias, incluindo a retirada da bexiga e tratamento regular para uma condição que enfraquece os ossos.
Cody superou as dificuldades para competir em vários esportes. Ele nasceu também sem a tíbia e os ossos do joelho. Era incapaz de dobrar as pernas, que pendiam de maneira torta, em uma posição desconfortável, a cada vez que ele se sentava.Superando todos os problemas, o menino não só aprendeu a andar como se tornou esportista, competindo em várias modalidades, incluindo natação, futebol, atletismo, golfe, beisebol, caratê e equitação. Sonha vencer natação e atletismo nos Jogos Paraolímpicos. O garoto, que usa atualmente três pares diferentes de próteses, uma para cada situação, já participou de várias competições ao lado de atletas sem deficiências, mas seu sonho é competir nos Jogos Paraolímpicos e ganhar medalhas de ouro em atletismo ou em natação.

GAROTO DE NOVE ANOS DECIDE PELA AMPUTAÇÃO DE SUAS PERNAS.
EUA- Uma decisão difícil para um cara durão, Nick Nelson, opta por ter a perna removida ao longo da vida numa cadeira de rodas. Quando Nick Nelson decidiu que estava disposto a desistir de sua perna direita para poder correr e brincar e pular as grades do macaco, ele contou que ”Às vezes, você apenas tem que fazer escolhas difíceis em sua vida. E essa é uma delas.” Nick disse na véspera da cirurgia em 10 de outubro, durante o qual sua perna direita foi amputada na altura do joelho, na cidade de Minneapolis-St. Paul, Estados Unidos.
MENINA CHINESA USA BOLA PARA SE LOCOMOVER
Em 21 de outubro de 2000, quando tinha apenas três anos, a menina chinesa Qian Hongyan perdeu as duas pernas num acidente de carro. A família Hongyan não tinha dinheiro suficiente para conseguir-lhe equipamento ortopédico de alta tecnologia para ajudá-la a locomover-se; assim seu pai deu a ela uma bola de basquete improvisando uma proteção ao seu corpo. Mesmo com toda essa dificuldade ela era capaz de ir de sua casa até a escola literalmente saltando com a bola de basquetebol envolvendo uma armação de madeira acoplada ao seu corpo.Cinco anos mais tarde, em maio de 2008, especialistas do Centro de Pesquisas de Reabilitação Ortopédica da China, na capital Beijing, conseguiram finalizar um projeto dando-lhe pernas protéticas especialmente criadas para sua situação.
APRENDEU ?
http://marciaserante.blogspot.com.br/2011/04/criancas-dao-show-de-superacao.html

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

TELEFÔNIA


Plano Geral de Metas para a universalização do serviço telefônico fixo comutado prestado no regime público. 

Decreto nº1.592 de 15 de maio de 1998 Art.6º a partir de 31 dezembro de 1999. A concessionária deverá assegurar condições de acesso ao serviço telefônico para deficientes auditivos e da fala: tornar disponível centro de atendimento para intermediação da comunicação (1402) São Paulo –SP 
Projeto De Lei 505/2003 – Tel.Uso Surdos. Distrito Federal 
Lei Distrito Federal nº2.272,de 31 de dezembro de 1999. Dispõe sobre a prestação de serviço suplementar ao serviço telefônico público para pessoas portadoras de necessidade especial tipo auditiva.

Produtos

Alertas luminosos: Os Surdos utilizam dispositivos luminosos em campainhas, telefones como (TS) e em bábas eletrónicas.Ex.:Quando apertar a campainha da casa de uma pessoa Surda, o dispositivo acenderá, dessa forma o Surdo sabe que tem alguém em sua porta.

Relógio com despertador vibratórioMuito utilizado pelos Surdos, principalmente em baixo do travesseiro. pois ele vibra no horário escolhido para despertar.
Relógio de pulso vibratório: Relógio de pulso com vibrador de compromisso, quando configurado para tal.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TRADUTORES


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Player Rybená
Player Rybená® permite tornar o seu sítio Internet acessível para a Comunidade Surda. Funcionando como um tradutor, auxilía na compreensão do conteúdo de textos em português. O Player Rybená® é capaz de converter qualquer página da Internet ou texto escrito em português para a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.

Com este recurso no seu sítio os usuários poderão selecionar com o mouse qualquer parte do texto do portal e ver a tradução em LIBRAS por intermédio de um simpático desenho animado.


Torpedo Rybená Torpedo Rybená® é um serviço de telefonia móvel que permite receber e enviar mensagens de texto na Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.
Pessoas com deficiência auditiva poderão, através da animação de imagens no celular, se comunicar em LIBRAS, como também visualizar as mensagens recebidas em texto.

Ouvintes poderão enviar Torpedos Rybená®, que serão convertidos para LIBRAS, viabilizando, dessa forma, a comunicação através do uso de duas línguas (Português x LIBRAS).


Rybená AtendeO Atendimento Assistido Rybena® viabiliza a comunicação de qualquer pessoa com um portador de deficiência auditiva, através do uso da Língua Brasileira de Sinais.
A comunicação é realizada através de roteiros pré-configurados, que contêm as informações mais relevantes da sua organização.

Esses roteiros conterão uma série de informações organizadas em tópicos, que são interpretadas e apresentadas em LIBRAS.
Existe também o modo - apresentação - onde todo o roteiro é sinalizado na sua íntegra, de forma contínua.

Fonte: http://www.feneis.org.br/page/tradutores.asp

TESTE DA ORELHINHA


FATORES DE RISCO PARA A SURDEZ
 BEBÊ DE 0 A 28 DIAS


HISTÓRIA FAMILIAR - ter outros casos de surdez na família 
INFECÇÃO INTRAUTERINA - provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose 
ANOMALIAS CRÂNIO-FACIAIS - deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto fechado) 
PESO INFERIOR A 1.500 GR AO NASCER 
HIPERBILIRUBINEMIA - doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosangüíneo transfusão 
MEDICAÇÃO OTOTÓXICAS - uso de antibióticos do tipo aminoclicosídeos que podem afetar o ouvido interno 
MENINGITE BACTERIANA - a surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de meningite 
NOTA APGA MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO - Todo bebê quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliação que inclui muitos fatores. Agpa era o nome do médico que inventou o teste. 
VETILAÇÃO MECÂNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS - quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho 
OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - p.ex.: Síndrome de Down ou de Waldemburg

 Todo bebê está submetido a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. Com a finalidade de prevenir a deficiência auditiva ou até mesmo de remediar, no caso dos bebês que apresentam surdez congênita, foi criada a lei municipal nº. 3028, de 17 de maio de 2000. 
Tal lei se refere a um programa de triagem auditiva neonatal que tem como finalidade avaliar a audição em recém nascidos. Esse programa é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos, sendo indicado por instituições do mundo inteiro, visando o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos. 
Saiba questões importantes em relação a esse teste, como: 

Quando deve ser feito? 

Orienta-se realizar o teste da orelhinha, nos primeiros anos de vida do bebê (3 meses), detectando perdas precoces que possam influenciar no aprendizado da linguagem. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, de preferência no 2º ou 3º dia de vida. O tempo de duração varia entre 5 e 10 minutos, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo. A triagem auditiva é feita inicialmente através do exame de Emissões acústicas evocadas (código 51.01.039-9 AMB). 


Como marcar o teste? 

Procure clínicas que possuem médicos especializados em otorrinolaringologia e procure também o fonoaudiólogo, esses irão encaminhar e realizar o teste da orelhinha, respectivamente. 

Qual o método utilizado? 

O método mais utilizado para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs) de acordo com o código (51.01.039-9 AMB). 
Considerado bastante objetivo, este exame é indolor e de execução rápida, realizada durante o sono natural do bebê. 
Utiliza-se um fone na parte externa da orelha do bebê. Demora de 5 a 10 minutos e não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. 
O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro, bem como na percepção do retorno desse estímulo (eco), o registro é feito através do computador, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está normal, ou seja, em funcionamento, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame. 

Como é dado o resultado? 

Após o final do exame, além do resultado, é passado para o responsável e para o médico que solicitou o exame, um protocolo de avaliação. No caso de suspeita de alguma anormalidade após a realização da triagem auditiva neonatal, o bebê será encaminhado para uma avaliação otológica e audiológica completa. 

Com o objetivo de ajudar a prevenir a deficiência auditiva, seguem abaixo alguns fatores que levam à surdez: 



Fonte: http://www.brasilescola.com/fonoaudiologia/a-importancia-teste-orelhinha-nos-bebes-recemnascidos.htm
http://www.feneis.com.br/page/orelhinha_bebe28.asp

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

PRÉ- CONGRESSO ( Parte II )


O tema “Como ler textos escritos em sinais” foi abordado por Mariane Stumpf, da Universidade Federal de Santa Catarina, por meio de uma reflexão sobre a apropriação da língua de sinais. A palestrante contou sua experiência na Alfabetização em Sign Writing, adaptado a língua de sinais francesas, em Paris, com crianças de 4 e 5 anos. Esse sistema é para o surdo visualmente fonético, permite operações metalinguísticas em relação a libras, é limitado apenas pela sofisticação do usuário, tem na ferramenta computador um aliado muito compatível, sua introdução na escola de surdos é um grande desafio, os alunos prestam muita atenção aos sinais quando precisam escrever, a ELS permite a transmissão direta do pensamento para a escrita, a escrita do surdo em Sign Writing é mais espontânea e coerente, fortalece a autoestima e ajuda a construir a identidade surda.

Para discutir a “Interpretação de Língua de Sinais no mundo”, o congresso contou com a presença de Robert Lee, da University of Central Lancashire (Inglaterra), e Michelle Stark, Intérprete de Língua de Sinais da Austrália. Robert Lee explicou que nos EUA, a legalização da profissão de intérprete começou na década de 1970, quando houve um impulso para a inclusão do surdo em diversos âmbitos. As universidades receberam apoio e, com a entrada dos surdos, a formação de intérpretes aumentou. Hoje existem cursos de graduação e pós-graduação, para a certificação do intérprete. No Reino Unido, a história da interpretação é diferente. A interpretação de sinais foi avaliada desde 1928, quando pessoas já faziam trabalhos sociais com surdos. Porém, a formalização do trabalho de intérprete no Reino Unido ocorreu de forma mais tardia que nos Estados Unidos.
Michelle Stark, que trabalha com língua de sinais há 20 anos, como professora qualificada, contou a sua experiência na Austrália, realizando treinamento de intérpretes. A palestrante fez uma comparação entre o Brasil e a Austrália: o Brasil tem mais intérpretes do que a Austrália, onde a comunidade de surdos é muito pequena.
Karin Hoyer, da The Finnish Association of the Deaf (Finlândia), abordou o tema “Planejamento de Linguagens na Educação do Surdo – Compreendendo línguas de sinais como línguas naturais”. Para ela, planejamento de linguagens são arranjos deliberados feitos para estabelecer a relação entre uma língua ou línguas e a sociedade, na qual, elas são usadas, e refere-se ao status da língua dentro das leis. A língua de sinais e o planejamento de linguagem são centrais na educação dos surdos, na Finlândia.
Na Finlândia, há três escolas estaduais e 13 escolas municipais para surdos, mas há, também, alunos em escolas para os ouvintes, apoiados por intérpretes, e não existem escolas particulares para surdos. Segundo Karin Hoyer, a educação bilíngue ainda se depara com muitos desafios na sala de aula, na Finlândia, e a língua de sinais não é vista como uma língua verdadeira e isso é violação dos direitos humanos linguísticos.

SEIS MESES DO BLOG


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PRÉ- CONGRESSO ( Parte I )


Pré-Congresso reuniu especialistas e fomentou 

discussões entre os participantes


O II Congresso Internacional de Educação para Surdos – Bilinguismo: Práticas e Perspectivas contou com dois dias de pré-congresso, com a participação de educadores de diversas partes do Brasil e do mundo.
Benjamin Bahan, da Gallaudet University (EUA), abordou o tema “Orientação sensorial e a cultura surda”, discutindo os diversos sentidos e como estes podem ser explorados pelas pessoas, em especial as pessoas surdas. Para ele, os sentidos são valorizados de formas diferentes em cada cultura, ou seja, são diferentes mundos sensoriais, não apenas diferentes línguas. Valores culturais e individuais fazem com que exista uma diferença no estímulo de cada sentido.



Ressaltando a importância dos gestos na comunicação, Benjamin Bahan explicou que existe a modalidade de comunicação baseada na visão e no tato e a modalidade baseada na audição e na voz. Pessoas surdas se comunicam por meio da primeira modalidade e a língua de sinais se insere nesse contexto, pois precisa ser olhada. As pessoas aprendem a ler o mundo e a ler o som, assim como os surdos aprendem a ler visualmente o som.



“Português para surdos como segunda língua: um processo em construção” foi o tema da palestra de Mara Lúcia Massutti, do Instituto Federal de Santa Catarina, que abordou importantes questões do decreto 5.626/2005, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Para a palestrante, o decreto foi capaz de trazer uma diferença substancial para o surdo, reforçando a questão da identidade linguística.
Por meio de uma dinâmica com os congressistas, Mara Lúcia Massutti levantou diversas questões e dúvidas e propôs uma grande discussão sobre o universo da educação para surdos, e sobre a identidade surda.
Cameron Miller, da Escola Estadual de Toowong (Austrália), falou sobre “Linguagem como base para o letramento de crianças surdas”, contando como atua com os alunos surdos em sua escola, por meio de vídeos, em que as crianças contavam que estudam numa escola em que as pessoas falam diferentes idiomas. Para as atividades, é preciso ter em mente a idade, a meta, a definição da língua - inglês ou língua de sinais, a soletragem, o visual, se é uma atividade de cortar e colar ou em Power Point, para que os alunos possam se envolver e descobrir o significado das palavras.
Durante o processo, segundo o palestrante, as crianças dialogam e o professor sempre tenta extrair o significado das palavras, para que, juntos, cheguem nas perguntas e nas respostas certas. O objetivo é desenvolver a linguagem de sinais e o inglês pode ser a segunda língua.
Os congressistas tiveram a oportunidade de participar do mini-curso “Fundamentos da Interpretação de Língua de Sinais”, ministrado por Ronice Quadros, da Universidade Federal de Santa Catarina. O curso teve o objetivo de possibilitar a visualização e a compreensão dos fatores discursivos e cognitivos envolvidos na interpretação, o desenvolvimento da auto avaliação e do auto desenvolvimento na atividade de interpretação de língua de sinais, e o exercício dos fatores envolvidos na interpretação do Português para a Libras.
Por meio de diversas dinâmicas, a palestrante abordou as habilidades essenciais dos intérpretes, como a importância de saber apreender os pontos principais, as unidades discursivas, para fazer uma versão em português apropriada, escolhendo as melhores palavras e formas.

(Matéria da Internet)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

TRANSPORTE x TRABALHO



Transporte

Portaria BHTRANS DDI Nº 002/04 de 08 de Janeiro de 2004 
Determina a emissão do Cartão BHBUS Benefício para pessoas com deficiência auditiva que sejam novos beneficiários da gratuidade no sistema de transporte coletivo gerenciado pela BHTRANS. (ver integra da lei)


Conselho Nacional de Trânsito - Contran 
Resolução nº734/1989 Art.54 o candidato à obtenção de carteira nacional de habilitação, portador de deficiência auditiva igual ou superior a 40 debicais, considerado apto no exame otoneurálgicos, só poderá dirigir veículo automotor das categorias A ou B. 





Mercado de Trabalho


Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 
Art. 93. A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
 I - até 200 empregados 2% 
II - de 201 a 500 3% 
III - de 501 a 1.000 4% 
IV - de 1.001 em diante 5% 
1º A dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao final de contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante. 
2º O Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverá gerar estatísticas sobre o total de empregados e as vagas preenchidas por reabilitados e deficientes habilitados fornecendo-as quando solicitadas, aos sindicatos ou entidades representativas dos empregados. 
Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

EDUCAÇÃO DOS SURDOS


LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

O Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a Lei 10.436, dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da Língua Brasileira de Sinais como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Esse decreto assegura a garantia ao atendimento educacional especializado e o acesso das pessoas surdas à educação em todos os níveis, etapas e modalidades de educação, desde a educação infantil até à superior. Essa determinação legal garantiu aos indivíduos surdos o direito de acesso às escolas em turmas do ensino regular, as chamadas turmas de inclusão, em que compartilham o mesmo espaço educativo com estudantes ouvintes. Esse fato dá aos estudantes surdos a possibilidade de se integrarem à comunidade escolar de modo mais igualitário em relação aos ouvintes e de receberem assistência educacional semelhante, considerando-se suas especificidades interacionais. 
Como em toda experiência nova, os atores envolvidos na inclusão escolar das pessoas surdas se veem, no momento, em processo de adaptação, estando ainda à procura de meios para o aprimoramento de suas práticas com vistas ao bom êxito esperado, há tanto tempo, por nossa sociedade. Todo grande projeto que atende a demandas sociais históricas precisa de constantes investimentos para que possa dar bons resultados. No caso da inclusão escolar das pessoas surdas, para que esta ganhe cada vez mais qualidade, é preciso haver mais investimentos na formação continuada dos docentes que atuam em turmas inclusivas, dos intérpretes de LIBRAS que já estão nas escolas e dos profissionais que pretendem fazer parte desse grupo. Consideramos, entretanto, da mais alta relevância que essas necessárias ações de formação continuada tenham como base aspectos relacionados ao letramento de pessoas surdas. O significado mais comum da palavra letramento está relacionado ao universo das pessoas consideradas cultas, eruditas; aquelas que têm formação universitária, que desempenham atividades intelectuais, principalmente ligadas ao ensino e à pesquisa científica. Nem tão recentemente, o uso dessa palavra, incorporada à terminologia das áreas da Educação e da Linguística — com o significado de conjunto de práticas sociais que denota a capacidade de uso de diferentes materiais escritos — tem estado cada vez mais presente nos discursos de educadores de todos os níveis de ensino que entendem que desenvolver as competências de leitura é condição indispensável para um bom aproveitamento em todas as disciplinas. Nessa perspectiva, o letramento pressupõe um trabalho de inserção dos estudantes nas práticas sociais que se concretizam por meio da linguagem. Ou seja, pressupõe que se tomem como objeto de ensino os diversos gêneros textuais (os textos em geral) que circulam na sociedade. Se para os estudantes em geral, a proposta pedagógica do letramento pode propiciar ganhos significativos, para os estudantes surdos, os ganhos podem ser ainda mais significativos. Essa nossa defesa em prol da adoção da proposta do letramento para ações pedagógicas na educação de surdos se justifica pelos motivos que passamos a apresentar. O português para os surdos não oralizados é uma segunda língua; a primeira língua, ou língua materna dessas pessoas, é a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). A forma de expressão natural dos surdos é, portanto, a vísuo-espacial, que se realiza por meio de sinais (equivalentes às palavras das línguas oral-auditivas, como o português) que são configurados no espaço pela combinação de movimentos de mãos, movimentos de corpo e expressões faciais e que são apreendidos pelo sentido da visão. A LIBRAS é utilizada pelas comunidades surdas para a comunicação face a face. Como as pessoas surdas vivem em contextos sociais em que a maioria das pessoas são ouvintes, os surdos usuários de LIBRAS precisam aprender o português na sua modalidade escrita, a fim de poderem garantir seus direitos de cidadania. O uso simultâneo dessas duas línguas de naturezas tão diferentes é o que cria as especificidades interacionais das pessoas surdas. E isso não ocorre apenas em relação a questões estruturais dessas línguas. Há que se considerar, ainda, aspectos culturais ligados às práticas sociais (que incluem práticas sociais que definem certos usos de uma e de outra língua). Portanto, como usam como primeira língua a LIBRAS, é natural que enfrentem dificuldades com o uso do português. Tal como enfrentam dificuldades indivíduos que têm como primeira língua o inglês, o francês, o alemão, ou qualquer outro idioma, e que se colocam na interação com falantes de português, por exemplo. O desenvolvimento das competências de leitura e de escrita depende de ensino, já que não são competências inatas, mas são construídas nas relações sociais, em situações de ensino e de aprendizagem e são culturalmente consolidadas. O estudo profícuo de uma língua, por isso, precisa considerar os modos de uso dessa língua, em contextos reais de comunicação. Por isso, investir em práticas de ensino que se limitem ao estudo de regras de gramática, ou, em outras palavras, investir em práticas tradicionais de ensino de língua, não é algo produtivo, em especial, para pessoas surdas. Aos professores de português é socialmente atribuído o encargo de inserir as crianças e jovens que têm acesso à educação formal no universo da escrita. Cabe-nos, pois, a formação de leitores e escritores competentes, fato que tem uma implicação importante, que extrapola, em muito, o preparo de indivíduos capazes de decodificar signos linguísticos e de redigir de modo correto. Essa implicação – de natureza política – envolve o compromisso social com a formação de cidadãos capazes de interferir, de modo consistente, em contextos sociais públicos mais formais a que têm acesso, demodo eficiente, apenas aqueles que conhecem as práticas de letramento, manifestadas por meio da escrita, que, em nossa sociedade, é pressuposto para a vivência da cidadania. Muitas das portas dos setores da administração pública, da universidade e do mercado de trabalho não se abrem para os indivíduos que não desenvolvem ou que desenvolvem precariamente as competências de leitura e de escrita. Entendemos que a implicação mais importante acarretada pelo investimento na prática pedagógica calcada na concepção de letramento é viabilização do acesso dos estudantes aos bens culturais produzidos por meio da escrita. É um modo de possibilitar a democratização do acesso ao imenso tesouro cultural produzido pelo homem a partir da invenção da escrita e de possibilitar que esses estudantes possam contribuir como agentes da ampliação desse acervo cultural. Assumir a concepção de letramento nas práticas pedagógicas da educação para todos, e em especial da educação de pessoas surdas, parece-nos, portanto, a forma mais pertinente de atender às demandas sociais da atualidade, que requer sujeitos protagonistas, atuantes e autônomos. Em essência, as práticas pedagógicas de letramento de surdos não se distinguem das práticas pedagógicas dirigidas aos ouvintes. O aspecto básico dessa proposta repousa em possibilitar aos surdos o acesso aos gêneros textuais que são produzidos e que circulam na sociedade, nos diferentes domínios discursivos e de viabilizar meios para que os estudantes surdos possam compreender como se organizam e funcionam esses gêneros. Como há especificidades interacionais instauradas pela surdez, ganha relevo, nesse processo, a necessidade de o educador conhecer a LIBRAS e as peculiaridades do modo de expressão vísuo-espacial, assim como os aspectos da cultura surda de que se constituem as práticas interacionais dos surdos, a fim de poderem desenvolver estratégias didático-metodológicas que viabilizem uma prática pedagógica satisfatória. Por isso, é imprescindível o apoio permanente das autoridades para a implementação de processos de formação continuada de boa qualidade que ajudem a esses profissionais a não se renderem ao simplismo e à esterilidade das práticas pedagógicas tradicionais de ensino de língua. Gláucia Nascimento é doutora em Linguística, professora da UFPE e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre LIBRAS (GEPEL/UFPE). Por Ângela Góes.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

GLOSSÁRIO


  • ASL(American Sign Language). Nome dado a língua de sinais norte americana.
     LSE (Língua de Sinais Espanhola)
     LSI(Língua de Sinais Italiana)
      e assim por diante
  • BILINGUISMO
     Falar duas línguas ou falar uma oral e outra sinalizada.  
  • Closed-caption
    O Closed Captions - legenda oculta foi concebida para permitir aos surdos e pessoas com dificuldades auditivas o acesso a programas, comerciais e filmes veiculados na televisão e em vídeo. A legenda oculta funciona como o áudio do programa e através dela são passadas as informações literais e não literais.
    Existem duas formas de legendagem oculta: a on-line, feita em tempo real através de estenotipia ou software de reconhecimento de voz, e a off-line, pós-produzida em programas gravados, utilizando computadores com softwares específicos.
    As diferenças entre on-line e off-line é que na primeira apenas as informações literais são descritas na legenda, e na off-line, o aproveitamento do tempo, o posicionamento das legendas e as informações não literais (ruídos, trilha sonora, indicação do falante, etc...) também são descritos na legenda.
  • CODA(Children ODeaf Adults)   Filhos de pais surdos.
  • CONADEConselho Nacional dos Direitos da Pessoa com  Deficiência -
    Anexo II  do Ministério da Justiça - bloco T - segundo andar -
    Brasília,DF  CEP 70.064-900
  • DatilologiaForma de soletrar palavras com as mãos. Muito utilizado para nome próprios, nome de pessoas, geográficos e palavras estrangeiras. No entanto, nem todos os nome de pesoas são soletrados. Frequentemente, cria-se um sinal específico para se referir a uma determinada pessoa.
    Não é universal. Paises diferentes, possuem sinais datilológicos diferentes.
  • GestunoAssim como o Esperanto, o Gestuno é uma língua gestual universal. A palavra Gestuno vem do italiano. Pronuncia-se guestuno, como na palavra Guevara.Não é considerada uma linguagem já que não possue uma gramática.Utiliza-se os sinais com a gramática de qualquer uma das línguas de sinais existentes.
    É utilizada em reuniões internacionais de surdos

    Há um livro sobre o Gestuno publicado em Inglês, em janeiro de 1975 pela "The World Federation of the Deaf ", cujo identificador é ISBN 0950418706 com 1500 sinais e 254 páginas.
  • LIBRAS
    LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) - É língua gestual dos surdos brasileiros
  • Língua de SinaisSão sinais gestuais que podem expressar letras, palavras ou frases inteiras e nos quais deve-se considerar cinco parâmetros: a localização, a forma da mão,  a orientação, os movimentos e a expressão facial.
    A língua de sinais tem sintaxe própria. Não é universal, varia de país para país. Apresentando dialetos até mesmo dentro de uma mesma cidade ou bairro.
    OBS.: É um  erro comum dizer: "linguagem de sinais". O correto é língua de sinais. Não se diz linguagem portuguesa ou linguagem alemã, mas sim língua portuguesa e língua alemã, portanto, se diz língua de sinais.
  • MorphemaUnidade mínima de significação composto por 3 quiremas: ponto de articulação (pa); configuração das mãos (cm);movimento (m).
  • PIDGIN - Português Sinalizado
     É a utilização de uma língua com a  estrutura de outra. As línguas de sinais tem a sua própria estrutura. É incorreto fazer os sinais Libras seguindo a estrutura da língua portuguesa.
  • Quirema
    Segmento mínimo sinalizado. Corresponde ao fonema das línguas faladas
  • Sign WritingExistem as escritas sonoras, como a escrita da nossa língua. Existe a escrita  táctil como o Braille e existe a escrita visual como o Sign Writing.
    O Sign Writing é mais ou menos como uma pictografia que permite registrar graficamente qualquer movimento seja de humanos, insetos ou qualquer outro animal. Criado por Valerie Sutton nos anos 70. Atualmente é  utilizado pela comunidade surda de 30 países. inclusive do Brasil, onde foi introduzido pelo dr. Antonio Carlos da Rocha, da Universidade Católica de Pelotas,RS.
    O sign writing faz parte de um sistema mais amplo, cuja subdivisão é:
     1-Dance Writing  - para registrar coreografias.
     2-Sign Writing - para registrar língua de sinais.
     3-Mime Writing - para registrar mímica e a pantomima clássica.
     4-Sports Writing - para registrar  movimentos esportivos.
     5-Science Writing - para registrar movimentos de animais, fisioterápicos, linguagem corporal e outros.
  • SIGNUNO
    Signuno e uma língua de sinais construída por uma pessoa anônima, baseada no Esperanto e Gestuno. O alfabeto contém sinais especiais e caracteres  do esperanto. A raíz básica do signuno vem do Gestuno.
  • TDD (telecommunication devices for the deaf)
    Dispositivo que transmite textos escritos por telefone.
  • URUBU-KAAPOR - LSKB
         Língua de sinais brasileira utilizada pelos índios da tribo Urubu-Kaapor, situada ao sul do estado do Maranhâo e com alto índice de surdez.
           Difere das línguas de sinais dos índios americanos, pois esta é uma língua de sinais intratribal, enquanto aquelas são intertribais.
         Há um surdo para cada 75 não surdo.
         Muitos se tornaram surdos, após febre altíssima, perdendo, assim, a habilidade para a língua falada.
  • WFDWORD FEDERATION OFTHE DEAF  - Organização internacional não governamental que representa 70 milhões de surdo. Estima que 80 por cento destes surdos vivem em paises desenvolvidos. WFD trabalha com a ONU, promovendo os direitos  da pessoa surda de acordo com os princípios e objetivos  da carta das Nações Unidas, a Declaracao  Universal dos Direitos Humanos e outras recomendações da ONU. A maior pioridade da WFD é  nos paises em desenvolvimento é o direito ao uso da LÍNGUA DE SINAIS; igualdade  de oportunidade em todas as esferas da vida, incluindo acesso a educação e informação.
     Fundada em 1951 durante encontro de surdos em Roma, tem encontros  internacionais a cada quatro anos em diferentes localidades no mundo.
    Cada país membro tem dois representantes eleitos por seus membros.
    WORLD FEDERATION OF THE DEAF
    General Secretariat
    PO BOX 65
    0041 HELSINKI FINLAND